-já está amanhecendo.
- e o que que tem?!
- eu preciso ir embora
-não pensa nisso agora!
-vou pensar em que então?!
-me abraça e esqueça do resto do mundo!
segunda-feira, abril 30, 2007
quarta-feira, abril 25, 2007
O Sol Nascerá - Cartola
A sorrir
eu pretendo levar a vida
pois chorando
eu vi a mocidade perdida
fim da tempestade
o sol nascerá
fim desta saudade
hei de ter outro alguém apara amar
a sorrir
eu pretendo levar a vida
pois chorando
eu vi a mocidade perdida
eu pretendo levar a vida
pois chorando
eu vi a mocidade perdida
fim da tempestade
o sol nascerá
fim desta saudade
hei de ter outro alguém apara amar
a sorrir
eu pretendo levar a vida
pois chorando
eu vi a mocidade perdida
terça-feira, abril 24, 2007
Vida te senti mais leve...
senti uma certa leveza já mais sentida em toda minha vida,só me sentei na frente da maior janela da casa e fiquei vendo a chuva caindo e molhando o vidro senti como se tivesse 5 anos novamente me senti sozinha como quando tinha 5 anos. aquela imagem nunca mais vai sair da minha cabeça a minha arvore favorita parecendo que ia cair tamanha a chuva que caia, a placa encima do poste indicando o caminho certo, o vento batia forte empurrava. fiquei ali não sei por quanto tempo ao certo sentada com o meu pijama imenso e confortavel vendo a mais bela chuva que já vi na minha vida!.
segunda-feira, abril 16, 2007
eu adoro esse cara!
100% classe média - Antonio Prata
Nós somos ricos?, perguntei à minha mãe, aos cinco anos. Eu achava que sim. Afinal, para mim, os pobres eram aquelas pessoas que eu via com uma prematura angústia, através do vidro de nosso Passat verde musgo, na pequena favela da Juscelino Kubitschek, perto de casa. Minha mãe disse que não éramos ricos nem pobres, éramos de classe média.
Achei o termo meio nebuloso e confesso que só fui entendê-lo realmente, em suas profundas implicações sócio-econômico-culturais, na última terça, durante o banho, quando o vizinho de cima deu a descarga e a minha água pelou. Eu gritei um palavrão, abri mais a torneira e, enquanto as costas voltavam a uma temperatura suportável, pensei: ah, então é isso.
Ser de classe média significa ter uma proximidade compulsória com os outros e, consequentemente, estar em constante negociação com o mundo. Afinal, você não está entre a minoria que faz as regras, nem junto à massa que apenas as seguem. Eu não imagino, por exemplo, o Antonio Ermírio numa reunião de condomínio, secando o rosto com um lenço e dizendo, exaltado: “nem vem, Dona Arminda, a vaga do 701 já tava prometida pra mim faz tempo, a senhora devia era cuidar do Arthur que faz um escarcéu com o patinete no playground bem depois das dez”.
Depois que minhas costas pelaram, comecei a me ver classe média a toda hora. Restaurante por quilo, por exemplo. Tem coisa mais classe média? Tudo bem, posso dizer que sou de uma classe média intelectualizada – o que significa que não ponho feijoada e sushi no mesmo prato --, mas seria ridículo negar minhas origens, na fila, diante de uma cestinha contendo “palha italiana” e ouvindo o mantra diário do capitalismo nosso de cada dia: “crédito ou débito?”
Rico não come em quilo nem morto. Ou você consegue imaginar, digamos, Paulo Skaff botando aquele tempero pronto para salada nuns ovinhos de codorna, enquanto aguarda um bigodudo gordo liberar o réchaud de croquetes?
Se um dia tiver de responder a um filho a pergunta que fiz à minha mãe, darei a explicação que ouvi de um comediante americano na televisão: “se no trabalho seu nome está escrito na roupa, você é pobre. Se o nome está escrito na mesa, você é de classe média. E se estiver escrito no prédio, você é rico”. Mas isso é coisa para me preocupar daqui a muitos anos. Urgente mesmo é, na próxima reunião de condomínio, colocar na pauta a questão da descarga do 204. 100% classe média.
retirado do blog: http://antonioprata.blog.uol.com.br/
Nós somos ricos?, perguntei à minha mãe, aos cinco anos. Eu achava que sim. Afinal, para mim, os pobres eram aquelas pessoas que eu via com uma prematura angústia, através do vidro de nosso Passat verde musgo, na pequena favela da Juscelino Kubitschek, perto de casa. Minha mãe disse que não éramos ricos nem pobres, éramos de classe média.
Achei o termo meio nebuloso e confesso que só fui entendê-lo realmente, em suas profundas implicações sócio-econômico-culturais, na última terça, durante o banho, quando o vizinho de cima deu a descarga e a minha água pelou. Eu gritei um palavrão, abri mais a torneira e, enquanto as costas voltavam a uma temperatura suportável, pensei: ah, então é isso.
Ser de classe média significa ter uma proximidade compulsória com os outros e, consequentemente, estar em constante negociação com o mundo. Afinal, você não está entre a minoria que faz as regras, nem junto à massa que apenas as seguem. Eu não imagino, por exemplo, o Antonio Ermírio numa reunião de condomínio, secando o rosto com um lenço e dizendo, exaltado: “nem vem, Dona Arminda, a vaga do 701 já tava prometida pra mim faz tempo, a senhora devia era cuidar do Arthur que faz um escarcéu com o patinete no playground bem depois das dez”.
Depois que minhas costas pelaram, comecei a me ver classe média a toda hora. Restaurante por quilo, por exemplo. Tem coisa mais classe média? Tudo bem, posso dizer que sou de uma classe média intelectualizada – o que significa que não ponho feijoada e sushi no mesmo prato --, mas seria ridículo negar minhas origens, na fila, diante de uma cestinha contendo “palha italiana” e ouvindo o mantra diário do capitalismo nosso de cada dia: “crédito ou débito?”
Rico não come em quilo nem morto. Ou você consegue imaginar, digamos, Paulo Skaff botando aquele tempero pronto para salada nuns ovinhos de codorna, enquanto aguarda um bigodudo gordo liberar o réchaud de croquetes?
Se um dia tiver de responder a um filho a pergunta que fiz à minha mãe, darei a explicação que ouvi de um comediante americano na televisão: “se no trabalho seu nome está escrito na roupa, você é pobre. Se o nome está escrito na mesa, você é de classe média. E se estiver escrito no prédio, você é rico”. Mas isso é coisa para me preocupar daqui a muitos anos. Urgente mesmo é, na próxima reunião de condomínio, colocar na pauta a questão da descarga do 204. 100% classe média.
retirado do blog: http://antonioprata.blog.uol.com.br/
domingo, abril 08, 2007
e mais uma!
mais uma semana começa cheia de medos e receios...não vejo a hora de tudo isso acabar!
será que vai demorar muito?! =/
será que vai demorar muito?! =/
sexta-feira, abril 06, 2007
Amor, Meu Grande Amor
Amor, meu grande amor, não chegue na hora marcada
Assim como as canções, como as paixões e as palavras
Me veja nos seus olhos, na minha cara lavada
Me venha sem saber se sou fogo ou se sou água
Amor, meu grande amor, me chegue assim bem de repente
Sem nome ou sobrenome, sem sentir o que não sente
Que tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo
Amor, meu grande amor, só dure o tempo que mereça
E quando me quiser que seja de qualquer maneira
Enquanto me tiver que eu seja a última e o primeiro
E quando eu te encontrar, meu grande amor, por favor,me reconheça
Que tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo
Amor, meu grande amor, não chegue na hora marcada
Assim como as canções, como as paixões e as palavras
Me veja nos seus olhos, na minha cara lavada
Me venha sem saber se sou fogo ou se sou água
Amor, meu grande amor, me chegue assim bem de repente
Sem nome ou sobrenome, sem sentir o que não sente
Que tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo
Amor, meu grande amor, só dure o tempo que mereça
E quando me quiser que seja de qualquer maneira
Enquanto me tiver que eu seja a última e o primeiro
E quando eu te encontrar, meu grande amor, por favor,me reconheça
Que tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo
segunda-feira, abril 02, 2007
coisas que eu queria nesse exato momento!
o poder de teletransporte,o colo de uma pessoa,voltar no tempo e concertar algumas coisas, um frozzen, entrar em coma por alguns anos e alguém que me leve para muito longe de tudo isso!
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